ANTIPAPAS  DA  ATUALIDADE

 

1. Os antipapas clássicos

No passado da Igreja houve muitos antipapas, ou seja, papas ilegítimos por um ou outro motivo. Os historiadores não concordam quanto ao seu número, porque nem sempre os dados históricos são suficientemente claros. Alguns chegam a contar quarenta ou mais. Aqui está uma lista feita por um respeitado historiador, Joseph Hergenröther (1824-1890), cardeal-prefeito dos Arquivos Vaticanos:

Hipólito (?), III século

Novaciano, 251

Felix II, 355-365

Ursicino, 366-367

Eulálio, 418-419

Lourenço, 498-501

Constantino II, 767

Filipe, VIII século

Anastásio, 855

Leão VIII, 956-963

Bonifácio VII, 974

João XVI, X século

Gregório, 1012

Silvestre III, 1044

Bento X, 1058

Honório II, 1061-72

Guiberto ou Clemente III, 1080-1100

Teodorico, 1100

Alerico, 1102

Maginulfo, 1105

Burdin (Gregório VIII), 1118

Anacleto II, 1130-38

Víctor IV, 1159-64

Pascoal III, 1164-68

Calisto III, 1168-77

Inocêncio III, 1178-80

Nicolau V, 1328-30

Roberto de Genebra (Clemente VII), 1378-1394

Amadeu de Sabóia (Félix V), 1439-1449

 

2. Clemente XV · Michel Colin (1950-1974)

As informações sobre ele são confusas. Michel Colin (1905-1974), nos anos 50 seria um falso padre, excomungado por Pio XII. Segundo outros, teria sido padre de uma congregação religiosa; expulso da congregação, teria sido excomungado em 1951 depois de se ter proclamado papa Clemente XV, misticamente ungido pela própria Trindade. Em 1963, durante o Concílio Vaticano II, aproveitando-se do descontentamento de alguns com os rumos do Concilio, reuniu-os a seu redor. Formou a Igreja Renovada de Cristo, em Lião, na França, e em outras cidades com outros nomes. Criou seu Vaticano em Clémery - Lorena - na França.

Sua igreja ficou conhecida com vários nomes: Igreja do Magnificat, Apóstolos do Infinito Amor, Ordem da Mãe de Deus, Apóstolos dos Últimos tempos, Igreja Renovada de Deus. Teria nomeado como seu sucessor Gregório XVII, ou melhor João-Gregório XVII.

 

3. João-Gregório XVII - Jean-Gaston Tremblay (1968-)

O padre canadense, de Quebec, Jean-Gaston Tremblay, nascido em 1928, antigo membro da Ordem dos Irmãos Hospitaleiros de são João de Deus, era seguidor de Clemente XVII, aliás Michel Colin. Separou-se dele, porém, em 1968, proclamando-se papa. Reuniu seus seguidores sob o nome de Apóstolos do Amor Infinito. Sua sede é em St. Jovite - Quebec - Canadá. É também conhecido como padre Jean Gregoire de la Trinité.

 

4. Gregório XVII (1958-1989)

Essa é a história de uma lenda curiosa. O Cardeal Giuseppe Siri (1906-1989), arcebispo de Gênova, teria sido eleito papa duas vezes! A primeira eleição teria sido como sucessor de Pio XII, teria até mesmo escolhido seu nome Gregório XVII. Mas teria recebido sérias ameaças dos comunistas: ou renunciava, ou a Igreja sofreria sérias conseqüências atrás da cortina de ferro, como se dizia. Renunciou, e foi eleito João XXIII.

O mesmo teria acontecido quando da eleição de João Paulo II, em 1978; só que desta vez a ameaça teria sido de cisma na Igreja. Nesse ponto temos uma versão diferente. Alguns dizem que a segunda renúncia foi em 1963, quando cedeu o lugar para Paulo VI. Paciência, as lendas têm essas imprecisões.

 

5. Outro Gregório XVII (1978-?) - Clemente Domínguez y Gómez

Sua história começa em 1968, com as pretensas aparições de Nossa Senhora em Palmar de Troya, na Região de Sevilha, Espanha. Aparições sempre rejeitadas pela Igreja. Clemente Dominguez, nascido em 1946, a partir de 1969 começou a freqüentar o lugar das aparições, e depois de algum tempo fazia parte do grupo de videntes. Pretendia ter recebido dons místicos, entre eles os estigmas (numa ocasião teria vertido 16 litros de sangue (!) que depois se comprovou não era seu). As mensagens recebidas (hoje, diante de outras que andam por aí, vemos que eram nada originais) falavam da corrupção da Igreja, da sua infiltração pelo comunismo e pela maçonaria.

Numa página oficial de uma dissidência da ·igreja católica palmariana, podemos ler: ·Através das mensagens em El Palmar, o Céu revelou que a Igreja de Roma foi infiltrada pelos inimigos que foram identificados como marxistas e francos-maçons e cujo objetivo era substituir ao verdadeiro culto católico pelo culto da Nova Ordem. Eles chegaram às posições mais altas da Igreja, assegurando que a conquista da Igreja fosse completa quando morresse o Papa Paulo VI, para que um deles pudesse colocar-se na Cátedra de Pedro. A profecia de Nossa Senhora em La Salette (1846) se cumpriu: Roma cairá e se converterá na Sede do Anticristo.

Os inimigos introduziram mudanças devastadoras na Igreja. No ensino da doutrina, dissimularam-se muitas verdades indiscutíveis da fé ou foram negadas...

Temos até um toque de romance policial: ·As mensagens de Palmar revelaram que o Papa Paulo VI era mártir do Vaticano, controlado através de drogas administradas a ele pelos inimigos da Igreja que o rodeavam e que instituíram várias mudanças destrutivas em seu nome, sem seu consentimento.

Nosso Senhor disse em Palmar: Eles não lhe permitem ao papa governar. A Igreja é governada pelas mãos infernais. A maçonaria e o comunismo estão bem infiltrados no Vaticano, rodeando e martirizando a meu queridíssimo Paulo VI.

Por ocasião da morte de papa Paulo VI, a Igreja católica romana teria apostatado da verdadeira fé, e ter-se-ia cumprido a profecia de Nossa Senhora dada às crianças de La Salette em 1846: ·Pouco a pouco a fé será destruída, inclusive em pessoas consagradas a Deus... Roma perderá a fé e converter-se-á na sede do Anticristo.

Pois bem, pelo fim de 1975, por ordem de Nossa Senhora, Clemente Dominguez criou uma nova ordem religiosa. Em janeiro de 1976, ele e mais quatro homens foram ordenados padres por D. Ngo Dinh Thuc, ex-arcebispo de Hue, no Vietnã do Sul. Dez dias depois foram ordenados bispos pelo mesmo arcebispo. Alegavam que, a partir do rito de 1968, não se conservaria na Igreja a sucessão apostólica, a menos que cuidassem de sua continuação legítima. Nesse mesmo ano de 1976, num desastre de carro, Clemente perdeu ambos os olhos.

No dia da morte de Paulo VI, 6 de agosto de 1978, Clemente, que tinha assumido o nome de padre Fernando, teve uma visão que lhe comunicou a morte do papa. Nesse mesmo dia Nosso Senhor, pessoalmente, o elegeu papa com o nome de Gregório XVII, eleição confirmada por seus cardeais. Foi solenemente coroado e transferiu a sede de Pedro para Palmar de Troya.

A ·igreja palmariana· acredita que o mundo acabará em 2015, não antes, porém, de seu papa ir para Jerusalém, onde será crucificado.

Gregório XVII fez inúmeras beatificações e canonizações. Entre os santos proclamados estão o caudilho Franco e várias outras personalidades.

De 30 de março de 1980 a 12 de outubro de 1992 realizou-se o ·Santo, Magno e Dogmático concílio Palmariano, que redigiu um extenso ·Credo de Palmar·, contendo também as novas definições dogmáticas de Gregório XVII. Quanto à autoridade do papa, além de outras coisas, diz o Credo Palmariano: Creio e confesso que o Papa, como Vigário de Cristo, Rei do Universo, possui o Supremo Poder no espiritual e no temporal, por direito divino, e plena potestade como Soberano, sendo dono, administrador e distribuidor de todas as terras. Essa plenitude de poderes é representada pelas duas chaves.· Em 1990 foram levantadas sérias acusações contra Clemente Dominguez; em 1997 pediu perdão à comunidade. Muitos seguidores permaneceram fiéis a ele e a seu sucessor por ele mesmo indicado. Outros não acreditaram em sua sinceridade nem aceitaram que nomeasse um sucessor. Em fins de 2000, dezessete de seus bispos e umas centenas de fiéis deixaram a Igreja Palmariana criando uma dissidência.

 

6. Miguel I - David Allen Bawden (1990-)

Praticamente desde a eleição de João XXIII, existem dissidentes, segundo os quais, essa eleição foi inválida por ele ser herege. Foram inválidas também as eleições de Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II. São os chamados conclavistas ou sedevacantistas. Como a Igreja não pode ficar sem papa, e não havendo um colégio cardinalício ortodoxo que queira e possa fazer uma eleição legítima, retorna para os fiéis em geral o direito de eleger um papa

legítimo. Foi assim que em 1989, por iniciativa de Teresa Sanfill-Benns e David Allen Bawden,  foi convocada uma assembléia para a eleição de um papa que afinal fosse legítimo. Somente seis pessoas atenderam à convocação, entre elas o próprio David, reunindo-se no dia 16 de julho de 1990, em Belvue, Kansas, EE. UU. A exígua assembléia elegeu para papa ninguém menos que David Allen Bawden! Entre os votos que o elegeram, estavam os de seu pai e sua mãe. Em honra de Leão XIII e de seu exorcismo contra o demônio (que era rezado no final das missas), escolheu para si o nome de Miguel, primeiro do nome. David Allen Bawden nasceu em 1959. De 1977 a dezembro de 1978, freqüentou seminários da Sociedade de são Pio X, de D. Lefebvre, sendo despedido sem motivos. Consegue ser readmitido em 1980, e afasta-se em 1981 por considerar o seminário não ortodoxo. Passou a estudar teologia sozinho, e chegou à conclusão que os tradicionalistas estavam errados, abandonando-os por isso em 1983.

Sua caminhada continuou até sua eleição papal em 1990. Enquanto pude saber, não procurou nenhum tipo de ordenação; assumiu diretamente a função máxima.

Miguel I tem pelo menos duas páginas na Internet. Uma delas, por sinal, traz o sugestivo título Vaticano no Exílio, com um fundo marrom que lembra a página oficial do Vaticano.

 

7. Pio XIII - Earl Lucian Pulvermacher (1998-)

Earl Lucian Pulvermacher nasceu em 1918, entrou para a ordem dos Capuchinhos, sendo ordenado padre em 1948. Iniciou seu apostolado nos EE. UU., foi depois para o Japão e a Austrália. Em 1976 abandonou os capuchinhos e uniu-se durante algum tempo com a Sociedade de S. Pio X, de D. Lefebvre. Abandonando os tradicionalistas, que considerava não suficientemente fiéis à tradição, criou nos EE. UU. uma cadeia de capelas independentes. Parece que em 1990 chegou a pensar que poderia ser eleito papa pelos seguidores de David Allen Bawden. Em meados de 1990 chegou à certeza que João XXIII tinha sido maçom, e que, portanto, sua eleição em 1958 tinha sido inválida. Portanto, foram inválidos também o Concílio Vaticano II e os conclaves que elegeram seus sucessores (Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II). Com isso, a sé de Pedro está vaga desde a morte de Pio XII.

Em 1998, um conclave de católicos conservadores, leigos e clérigos, elegeu Pulvermacher como papa Pio XIII, da ·Verdadeira Igreja Católica·, em Montana nos EE. UU., eleição anunciada até com fumaça branca, na melhor tradição. Se bem que vários votos no conclave, contra toda a tradição, tenham sido dados por telefone! Uma de suas primeiras iniciativas foi criar um ·Colégio Cardinalício·, já pensando na eleição de seu sucessor.

Pio XIII estava diante de um problema: como receber o episcopado. A solução encontrada foi genial: como papa eleito, dispensou-se das limitações do presbiterado e sagrou bispo um leigo casado seu amigo, Gordon Bateman. Depois este, por sua vez, consagrou Pulvermacher como bispo. Havia vinte e oito presentes no salão de baile de um hotel onde se faz a cerimônia. A sede do novo pontífice foi estabelecida em Springdale, Washington, EE. UU.

Posteriormente Bateman chegou à conclusão que Pulvermacher não podia ser eleito papa porque tinha praticado adivinhação com pêndulos. Por isso seus

parentes, com outros que formam um Grupo de são Gabriel, tentam unir os vários sedevacantistas existentes.

 

8. Pio XIV- Robert Zhong (1999-?)

Também aqui as informações são desencontradas. Na China comunista, ou em Taiwan (1999) teria havido um conclave com a presença de setenta e cinco padres e bispos. Teriam elegido como papa um padre ordenado ainda nos tempo de Pio XII, Robert Zhong s.j. Uma vez que sabiam da existência de Pio XIII (Earl Luciano Pulvermacher), seu nome ficou sendo Pio XIV. Tendo ele falecido (quando?), um cardeal por ele criado, Robert Chung, entrou em contato com um bispo dos ·Velhos Católicos·, Hans F. Lorenz, para organizar um conclave e eleger um sucessor para Pio XIV.

O conclave foi convocado para 2003 e, aí a grande novidade, seria o primeiro conclave realizado por e-mail! Numa página da Internet  foi divulgado o decreto de convocação, que dizia entre outras coisas: Temos três sites altamente protegidos por criptografia; forneceremos esses endereços de e-mail a todos os conclavistas conforme for necessário. Os nomes de candidatos podem ser encaminhados ao cardeal Roberto Chung, ou a mim [Hans F. Lorenz], de agora até a data do conclave, 8 de junho até 14 de outubro de 2003.

Desde o domingo 8 de junho de 2003, domingo de Pentecostes e 1970º aniversário do nascimento da Igreja com Pedro como primeiro papa, até 14 de outubro de 2003, aniversário de Pio XII, o último papa universalmente aceito, estaremos realizando um conclave por e-mail para eleger um papa que seja aceito por todos os católicos. O novo eleito teria sido Hans F. Lorenz. Mas: há quem sustente que toda essa história é apenas uma grande invenção.

 

9. Adriano VII - Francis Schuckhardt (1980-)

Francis Schuckhardt, nascido em 1937, era um dos cabeças dos sedevancantistas nos EE. UU. Em 1967 fundou uma ·Congregação de Maria Imaculada Rainha·, em Mount Saint Michel, nas proximidades de Spokane (Washington). Separou-se de Roma em 1970. Proclamou-se papa Adriano VII por eleição divina. Fora ordenado bispo por um de seus seguidores, que tinha sido bispo entre os Velhos Católicos (igreja cismática surgida da recusa da infalibilidade papal (1870), unida à igreja cismática jansenista de Utrecht). Foi acusado de vários delitos, e em 1984 teve de deixar a comunidade; em 1987 foi preso na Califórnia portando drogas. Depois de libertado criou uma nova organização Oblatos de Maria Imaculada (não é a congregação religiosa católica com o mesmo nome!) e continua atuando na Califórnia (EE. UU.).

 

10. Emanuel I · Gino Frediani (1973 - 1984)

Padre Gino Frediani era pároco de Gavinana (Pistóia, Itália). Em 1973 disse que tinha sido misticamente sagrado papa por Jesus Cristo e por vários profetas do Antigo Testamento. Depois de sua morte uma centena de seguidores continuaram-lhe fiéis na Nova Igreja do Sagrado Coração de Jesus, pastoreados por seu sucessor padre Sérgio Melani que, porém, não pretende ser um novo papa.

 

11. Valeriano I · padre Valeriano Vestini

Em 1983 uma vidente começou a apresentar sonhos que eram interpretados pelo padre Valeriano Vestini, capuchinho de Chieti, Itália. Segundo esses sonhos, os membros da Ordem Terceira Franciscana local eram convocados para se colocar ao lado dos videntes de Lourdes, de Fátima e de Mediugorje. Sua missão seria a salvação das almas. Em breve os sonhos de todos eram considerados mensagens divinas. E mais: a partir de 1989 entram em cena as locuções interiores, sempre interpretadas por frei Valeriano como de origem divina. Um ano depois quase todo o grupo recebia essas locuções interiores, mantendo diálogo com a Trindade, Nossa Senhora, com santos e também com almas de falecidos. Tema recorrente nessas mensagens era a degradação da Igreja Católica, corrompida e herética. Em 1990 essas mensagens sobrenaturais revelaram que o Pai Eterno tinha estabelecido Frei Valeriano como papa, Valeriano I, para substituir João Paulo II caído em heresia. Diziam também as mensagens que o grupo haveria de se transformar numa grande ordem religiosa de leigos, a "Ordem missionária para a salvação das almas", para substituir todas as outras. Com Valeriano I e seus seguidores começaria a terceira etapa do plano divino de salvação, a co-redenção, sendo ele o co-redentor divino, novo Jesus, ao qual se unem seus fiéis como co-redentores. Em 1991 vinte e quatro homens do grupo são transformados em cardeais e colégio apostólico. Todas as mulheres do grupo, por seu lado, são consagradas como esposas do Pai Eterno. Em 1995 Frei Valeriano teria voltado para os capuchinhos. Mas seus fiéis continuaram pelo caminho tomado. Conseguem, durante algum tempo, assistência religiosa por parte de padres da ala mais conservadora de D. Lefebvre, que dele se separaram porque não aceitam João Paulo II como papa legítimo. A direção do grupo foi assumida por Nicola Di Carlo, que era o braço direito de Valeriano I. Um tribunal interno da seita condenou e expulsou frei Valeriano.

 

12. Papa Timothy Blasio Ahitler

Na década de 30, foi introduzido no Kênia o movimento católico Legião de Maria (Legio Mariae) Como em outros lugares, também na África o movimento foi de grande importância para a participação ativa dos leigos na Igreja. No Kênia, porém, entre os membros do movimento, como entre parte pelo menos da Igreja loca, surgiu descontentamento com o colonialismo missionário. O grupo dissidente era orientado por Gaudencia Aoko e Simeo Ondeto que, ao que parece, sofriam influência de correntes anteriores surgidas em torno de 1921. Nessa época Joanes Owalo já formara uma igreja independente. Essa dissidência, além de contestar o predomínio da visão européia dos missionários e seu alegado clericalismo, queria também conservar elementos da religião africana, as crenças no mundo dos espíritos. Sem muita coerência, conservava muitos aspectos tradicionais do catolicismo, como a liturgia em latim (língua à qual atribuíam poderes mágicos), o rosário e outras devoções.

Surgiu assim, em 1962 - 1963 a Legio Maria (sic); Gaudencia Aoko e Simeo Ondeto, apelavam para uma autoridade por eles recebida diretamente de Deus, em suas visões pessoais. Com essa autoridade divina, poderiam curar, orar pelos enfermos, pregar e batizar. Simeo Ondeto chegou a proclamar-se Messias ressuscitado, o verdadeiro Cristo negro. Foram excomungados e organizaram seu movimento com uma hierarquia própria. Primeiro consagraram um cardeal, em março de 1963. Depois da morte de Simeo Ondeto, em 1991, esse cardeal Timothy Blasio Ahitler (1941-1998) foi proclamado papa. Faleceu em junho de 1998. Não foi possível descobrir se teve um sucessor.

 

13. Um papa futuro - William Kamm

Na Austrália existe um pregador leigo, de origem alemã, William Kamm, nascido em 1950. Recebeu revelações de N. Senhora que garante a legitimidade dos papas eleitos depois de Pio XII, incluindo João Paulo II. Ele, William Kamm, porém, seria o indicado por Deus como o futuro e único legítimo sucessor de João Paulo II. Tem mil ou pouco mais seguidores. Alguns vivem em comunidades e muitos são membros de uma ordem religiosa por ele fundada, a Ordem de são Charbel. Afirmam que estão em plena comunhão com João Paulo II. Os bispos australianos, porém, declararam cismática a sua organização.

 

14. Antipapas sobre os quais não foi possível conseguir maiores informações

Pedro II

Julius Tischler, na Alemanha

Pedro II

Aime Baudet, na Bélgica

Pedro II

Chester Olszewski, ex-pastor episcopaliano, que se proclamou papa na Pensilvânia, EE. UU., em 1980

Pedro II

Pierre Henri Bubois, em Bruxelas, Bélgica

Pedro II

Maurice Achieri, auto proclamado em 1995, em Le Perreux, França

Pedro-Atanásio II

Bélgica e Canadá

Leão XIV

em Anjouleme, França. Sucessor de Clemente XV (Michel Colin), em oposição a João-

Gregório XVII

Jean-Gaston Tremblay?

Gregório XIX

Reinaldus Michael Benjamins, coroado pelos anjos em 1983

Lino II

Victor Pentz, proclamado em 1994, cuja sede está em Hertfordshire, na Inglaterra

Concluindo

Percebem-se logo à primeira vista algumas características quase gerais entre os antipapas da atualidade:

1) defesa de uma pretensa Tradição e rejeição do Concílio Vaticano II;

2) ingênuo fundamentalismo doutrinal;

3) ilimitada fé em visões e revelações.