|
Nossas Constituições (da Ordem dos Servos de Maria) falam de Maria como “eminente exemplo de criatura orante” (n. 24). Além de exemplo, as Constituições afirmam que, “para nós seus Servos, a Virgem Maria é apoio e guia em nosso caminho de oração” (ib.). A Virgem é apresentada pela Igreja como “modelo excelentíssimo” de vida contemplativa, especialmente para os Consagrados. O último Capítulo geral (Ariccia-Roma, out. 2001) escolheu como prioridade do próximo sexênio “a busca e a experiência de Deus”. Queremos aqui tratar apenas de um aspecto da figura de Maria como “criatura orante”: o da meditação. As Constituições dos Servos prescrevem concretamente que o frade dedique à meditação “pelo menos meia hora” por dia (31a). A meditação é hoje um assunto um pouco descuidado nos meios cristãos, mas que está voltando à baila, também a partir do novo interesse que suscita a “arte da meditação” nas antiqüíssimas tradições orientais (budista, hinduísta, taoísta, etc.). A Virgem contemplativa Maria teve uma “experiência de Deus” absolutamente única. Ela, como ninguém, “viu com seus olhos” e “tocou com suas mãos o Verbo da vida” (cf. 1Jo 1,1). Precisamente por causa desta experiência de Deus, vivida de modo extremamente íntimo, profundo e diuturno, que ela se tornou testemunha sem par da encarnação do Verbo. Foi o que levou Padres a darem a Maria o título de “profetiza”. A iconografia tentou exprimir essa experiência incomparável que teve Maria do Mistério divino, presente no próprio filho, mostrando-a, por exemplo, frente ao livro da Palavra, em atitude de lectio divina; ou em estado de êxtase e estupor, de braços abertos, diante do Filho recém-nascido: “Quem genuit adoravit”. Evidentemente não se trata aí de um comportamento externo, que seria não realista e mesmo afetado, mas antes uma atitude espiritual, interior. São cenas teológicas, não históricas. Seria temerário penetrar na intimidade da alma de Maria para contemplar a sua vida interior, sua “vida escondida em Cristo” (Cl 3,3). Contudo, o Evangelho não nos deixa sem indicações. Os relatos de infância de Lucas mostram, em mais de um lugar, Maria como mulher reflexiva, meditante, vivendo uma intensa vida interior. E isso é tanto mais significativo quanto mais parco se mostra o Evangelho em considerações de tipo psico-espiritual. Assim, no relato da Anunciação Lucas nota: “A estas palavras (de Gabriel), ela... se perguntava o que podia significar aquela saudação” (1,29). O subseqüente diálogo com o Anjo põe em evidência o quanto Maria vive as coisas “a partir de dentro”. Tal atitude meditativa é um traço constitutivo da “personalidade” de Maria a ponto de parecer ser nela algo de habitual. De fato, Lucas a registra mais vezes: · no nascimento do Filho, diz que Maria “conservava todas estas coisas, meditando-as em seu coração” (2,19); e depois do encontro no Templo, o· mesmo evangelista registra: “E sua Mãe conservava todas estas coisas em seu coração” (2,51). Essa referência é tanto mais significativa quando se observa que Lucas a faz valer para o todo o período (uns 20 anos!) da “vida oculta” em Nazaré. Temos ainda dois textos onde Lucas se refere, de modo indireto mas· nem por isso menos eloqüente, da fé de Maria: “Minha mãe e meus irmãos são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática” (8,21). E mais: “Felizes antes os que ouvem a Palavra de Deus e a observam” (11,28). Efetivamente, supõe-se aqui em Maria um “ouvir” ativo e interiorizante. Neste texto vamos-nos fixar no passo Lc 2,19: “Maria conservava todas essas coisas, meditando-as no seu coração”. É o versículo de todos o mais expressivo do perfil meditante da Virgem. Situa-se no contexto do Natal. Lucas nos diz aí que, enquanto os pastores só “contam” o que testemunharam e todos ficavam apenas “maravilhados” com o que referiram (Lc 2,18), “Maria, por sua parte (dé), conservava todas estas coisas, meditando-as no seu coração” (2,19). A partícula grega dé sugere certo contraste: enquanto os outros, nada entendendo do que se passa, ficam num nível ainda exterior e superficial, Maria, por seu lado, vai além: busca compreender o sentido íntimo e profundo das coisas que a cercavam. Aprofundemos a seguir este versículo, examinando seus quatro termos. Expliquemos primeiro os dois termos mais simples: 1) “todas estas coisas”, 2) “no seu coração”; depois analisemos as duas palavras mais densas de sentido: 3) “Maria conservava”, 4) “meditando-as”. “Estas coisas” O grego tem rhêmata, plural de rhêma, que pode ser traduzido como “palavra” ou também como como “fato” ou “evento”. Mais em geral se traduz por “coisa”. Designa tudo o que vai sucedendo, seja em palavras como em gestos ou acontecimentos. São em concreto: as palavras de Gabriel, tão enigmáticas· que obrigam a Virgem a se perguntar a si mesma e a perguntar ao Anjo sobre seu sentido. São também as palavras dos pastores, de Simeão e mais tarde as próprias palavras de Cristo; os fatos, como a visita inesperada dos pastores, a· perda dolorosa no Templo e posteriormente os fatos da paixão e da ressurreição; os sinais, como o presépio ou cocho para a comida dos animais, sinal esse· dado pelos anjos aos pastores (Lc 2,); o sinal de sua própria maternidade virginal; os milagres de Jesus e todos os seus gestos de perdão, cura e salvação. Pois bem, tudo isso era objeto de atenta consideração por parte de Maria. Ela se admirava de tudo e se perguntava pelo significado de cada coisa. Ele procurava descobrir nos fatos da vida a voz de Deus e seus apelos. Para Ela, a Palavra de Deus ou mensagem viva não ressoava só nas Escrituras, mas nos fatos da vida e também no fundo do seu coração. Assim também, nossas Constituições recitam: “À imitação da Virgem Maria, queremos viver à escuta da Palavra de Deus, atentos a seus apelos em nós mesmos, nos homens, nos acontecimentos e em toda a criação” (n. 24). Para Maria, o evangelho não era, como para nós, um livro, mas uma história viva e, mais ainda, uma pessoa concreta: a Palavra encarnada em seu seio e convivendo familiarmente com ela. “Em seu coração” O coração aqui, como na Bíblia, é a fonte de nossa vida mais íntima e profunda: do pensar e do lembrar, do querer e do decidir, e não apenas das emoções superficiais e passageiras, como quer a mídia moderna. O “coração” bíblico seria a mente, a consciência, a “alma”. É o nosso “mundo interior”, incomparavelmente mais vasto e mais rico do que todo o mundo exterior – esse mundo que a ciência moderna mostra já tão complexo em suas micro e macro estruturas. A meditação de Maria não é apenas um pensar “cerebral”. É um pensar “cordial” e mesmo “visceral”, feito de intuição e sensibilidade e também de muito silêncio. É o pensar da sabedoria. A Virgem não é só exemplo do teólogo, que reflete teoricamente a fé, como foi dito por Newman. Ela é mais ainda exemplo da pessoa crente, que medita a Palavra para transformá-la em “carne e sangue” do próprio organismo espiritual. “Maria conservava...” A Virgem confiava ao escrínio de sua memória as maravilhas de Deus, como um tesouro sem preço. De fato, o “conservar” de Maria era ativo: ela voltava sempre às coisas que tinha vivido na companhia do Filho para compreender-lhes o significado transcendente. Assim já fazia seu ancestral Jacó: “Seu pai (de José) conservava a coisa (i.é, os sonhos do filho) na memória” (Gn 37,11). Igualmente o profeta Daniel diz: “Guardei a coisa (i.é, a visão do advento do Filho do Homem) no meu coração” (Dn 7,28). Efetivamente, só a lembrança viva e contínua das coisas de Deus permite que elas desprendam seu sentido íntimo. As coisas amadurecem com o passar do tempo. Seu significado pleno se revela apenas depois de terem consumado seu percurso, assim como o ponto final dá sentido cabal à frase. Por isso mesmo “conservar” ativamente na memória viva um evento é condição da “epifania de seu sentido”. Por isso continuamente ressoa na Escritura a recomendação de lembrar-se de Deus, de não esquecer seus grandes feitos: no Deuteronômio (4,9.10.23, etc.), nos Salmos (Sl 77,6.12; 105,5; 143,5, etc.), nos Profetas (Is 46,8.9, etc.). No Novo Testamento não é diferente: “Lembra-te de Jesus Cristo” (2Tm 2,8). O próprio Cristo instituiu o memorial de sua entrega, ordenando: “Fazei isso em memória de mim!” (Lc 22,19). E uma das funções do Paráclito será “relembrar” aos discípulos tudo o que Ele ensinou, levando-os assim à “verdade plena” (Jo 14,26; 16,13). O grande perigo é “esquecer”. O olvido é a “morte do sentido”. Foi o que aconteceu aos Discípulos em relação às palavras de Jesus, censurados por isso após a Ressurreição: “Lembrai-vos do que vos disse...” (Lc 24,6; cf. ainda os vv. 8.25-27.44-46). Não foi assim com Maria de Nazaré. Ela não esqueceu as palavras e as obras de Deus. Sua meditação era um hábito. Porque era para ela uma forma de amor. Pois quem ama lembra: “Sião dizia: O Senhor... esqueceu de mim. Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? (...) E mesmo que ela o esquecesse, eu nunca te esqueceria. Eis que estás gravada na palma de minhas mãos...” (Is 49,14-16). Importa saber que a memória bíblica – zikkaron - não é simples lembrança ou recordação, entendida como mera representação do passado morto. É antes ressurreição do passado, recriação do que foi, fazendo com que seus efeitos nos alcancem em nosso hoje. É, portanto, presencialização, atualização, renovação. A memória para a Bíblia é sempre fecunda: é retomada do passado no nosso presente em vista do futuro. Por isso se fala em re-memoração, em anamnese. Na verdade, é a memória viva do passado que constitui a “alma da tradição” e que faz essa tradição crescer (cf. Dei Verbum, 8). Enquanto re-fontização, a memória é o segredo de toda renovação e de todo avanço. Pelas re-leituras sucessivas, o passado é re-descoberto em seu sentido maior e projetado para o por-vir. É o que testemunham as sucessivas re-leituras ou re-memorações que ritmam toda a Bíblia e que de certa forma a estruturam. A aspecto dinâmico da memória será em seguida explicitada através da expressão: “meditando-as”, mas já está virtualmente incluído no simples termo “conservar”, sem outros acréscimos, como se vê em Lc 2,51: “E sua Mãe conservava todas estas coisas no seu coração”, entendendo: “conservava ativamente, meditativamente”. “Meditando-as...” O termo grego symbálousa vem do verbo symbálô, que significa “pôr junto” (daí a palavra “sim-bolo”: algo que une uma coisa a outra). A Vulgata traduz literalmente con-ferens. Por um decalque etimológico, poderíamos traduzir: conferindo, confrontando, combinando e mesmo contemplando. Note-se que symbalêin é um termo técnico do grego helenístico para a interpretação dos oráculos, significando a busca do sentido dos mesmos. Tal era com efeito a função do “cresmólogo” ou adivinho, o de ser intérprete que clarifica o sentido obscuro das palavras oraculares da Pítia ou da Sibila. Para Maria, trata-se de “pôr em confronto” as palavras, sinais e eventos uns com os outros para, de certa forma, compor uma frase com sentido, para visualizar um desenho com forma coerente. Através desse processo, a Virgem, por trás dos “acontecimentos da vida”, procura enxergar, em filigrana, a mão amorosa e onipotente de Deus. Na história que vive ela in-tui o curso da salvação.
Mas o confronto iluminador desses eventos se dá especialmente com as
sagradas Escrituras. Daí surge o “evento do sentido” – a
“revelação”. Ora, Miryam de Nazaré é uma mulher familiarizada
com as Escrituras. Vale para ela o que diz o autor de 2Tm: “Desde a
infância conheces as Sagradas Escrituras” (3,15). É, aliás, o que
mostra o Magnificat com suas numerosas citações ou alusões bíblicas.
Maria, “mulher sábia” Nas Escrituras, especialmente nos Salmos, quem “medita” a Palavra é ou torna-se sábio. Afirma-o mais de uma dezena de vezes o salmo 119. Objeto da meditação do sábio são também as obras de Deus (Sl 77,13; 143,5). Essa meditação é constante: “dia e noite” (Sl 1,2), “o dia inteiro” (Sl 71,24), particularmente de noite ou, melhor ainda, de madrugada (Sl 63,7; 77,7; 119,148). A meditação do sábio é como o murmúrio do coração e mesmo da boca (Sl 19,15; Sl 49,4). Por isso se diz: “A boca do justo medita a sabedoria” (Sl 37,30); “Minha língua o dia inteiro medita tua justiça” (Sl 71,24). A meditação dos antigos era acompanhada com o “murmurar” dos lábios, como se estivessem em colóquio vivo com Deus. Isso lembra a repetição mântrica e a “ruminação” monástica. A essa luz, Maria, mulher de meditação constante, emerge como figura da mulher “sábia”, ou como a “filha da sabedoria”. Mas quem é seu mestre espiritual? É o Espírito, em virtude do qual concebeu a Palavra. Diz Jesus que o Pai esconde seus segredos aos “sábios e entendidos” deste mundo para “revelá-los aos pequeninos” (Mt 11,25-26). Ora, a Virgem deve ser tida como “a primeira entre os pequenos” do Senhor. “Ela sobressai entre os humildes e pobres que esperam em Deus” (LG 55) e que Ele elege como confidentes privilegiados dos Mistérios do Reino. O fruto da meditação de Maria são os próprios relatos da infância que Lucas, em sua diligente pesquisa “a partir das origens” (Lc 1,3), recolheu sem dúvida dos lábios e do coração da Virgem. Mas é, de modo todo especial, o Magnificat (Lc 1,48-55). “Contemplação da paixão” Acrescentemos que o procedimento existencial de “conservar e meditar no coração” todas as coisas e acontecimentos acompanhou Maria durante toda a sua vida e não apenas na infância. Maria foi mulher meditante também durante a vida pública de Cristo, em sua paixão, sob a cruz, depois da Páscoa e também após a Ascensão, quando começou a vida e a missão da primeira Comunidade cristã. Continuamente ela olhava para o filho, para o que ele fazia e dizia e se perguntava sobre o que tudo aquilo podia significar no Plano de Deus; sobre que aspectos do Mistério divino estavam aí se revelando. Aliás, todas as mães lançam, sem cessar, sobre a vida dos filhos esse olhar interrogativo e ao mesmo tempo interpretativo. Mas o caso de Maria é único, como único era seu filho... De resto, a fé não é uma reinterpretação contínua da existência sub lumine Dei? Foi em particular aos pés da Cruz que a visão de Maria foi posta à mais dura prova. Quando Maria viu o filho pendendo da Cruz, que contemplava aí? “Ela, intrépida, de pé, junto da cruz do Senhor, ensina a contemplação da paixão” – diz um documento vaticano para os Religiosos. Que significa esta expressão “contemplação da paixão”? É o ver profundo, o penetrar no coração do Mistério para além das aparências. Na verdade, a Virgem foi a primeira a ver, sub specie contraria, o que todo crente busca ver quando olha para a Cruz: no filho humilhado, Ela via o Senhor da glória; no símbolo da morte e do desespero, a spes única; no abandonado, o Filho amado do Pai; no amaldiçoado, o Amor inocente que se entrega inerme. A verdade é que esta luz emergiu da noite mais tenebrosa. “Para não entrar em tentação”, a Mãe de Jesus também precisou “vigiar e orar” (Mc 14,38). Ela também passou, com e como o Filho, pela experiência do abandono de Deus, pela prova espantosa do “por que” mais inexplicável e do absurdo mais desesperador. Sobre isso escreveu João Paulo II estas palavras impressionantes: Maria “perfeitamente unida a Cristo em seu despojamento”, participou da “mais profunda kénose da fé que foi dado a alguém viver na história da humanidade”. A “noite da fé” da Virgem só foi superada em negror pela de Cristo. Mas do fundo mais abissal da humilhação Ela pronunciou, com o Filho, a palavra da fé inabalável e da suprema confiança: “Abba, em tuas mãos entrego o meu espírito”... (Lc 23,46). Porque é da noite mais negra que surge a estrela mais luminosa. Sob a cruz Maria se entregou e entregou o Filho nos braços do Pai (cf. LG 58). Tal foi sua missa verdadeira. A lição essencial que fica é que a experiência de Deus, como a viveu a Mãe de Jesus, tem sua “hora de glória”, como em Caná, mas também tem sua “hora de trevas”, como no Gólgota. Ver tanto aqui como lá a presença de Deus e permanecer sempre em comunhão com Ele é o objetivo de toda oração e meditação. A “noite escura da fé” de Maria Imagina-se que, pelo fato de privar da presença visível de Jesus, Maria tinha as condições mais favoráveis para crer. Pois, vendo o rosto do Filho divino, não gozava Ela, já então, de certa visão “face a face” de Deus (cf. 1Co 13,12)? Nada mais equivocado. Como nós, ela também não via diretamente a Deus, mas apenas através do espelho opaco da humanidade do Filho. Ao contrário do que se poderia pensar, a freqüentação diuturna do Mistério “feito carne” nada tinha de particularmente exaltante, antes tendia para a sua banalização, como na rotina que ameaça todo o quotidiano. Não é assim também com a comunhão freqüente para todo o cristão praticante? Quodiana vilescunt. Poderíamos até dizer que para nós é mais fácil crer do que para Maria. Ao contrário dela, nós, depois de dois mil anos da história da fé, dispomos de uma infinidade de apoios: temos atrás de nós a Ressurreição de Jesus, o testemunho dos Apóstolos, dos Mártires e de tantos santos, sem excluir o exemplo insuperável de fé da própria Virgem; temos as declarações solenes dos Concílios, a riquíssima reflexão dos Doutores, a transmissão milenar da fé pela Igreja e o peso da confissão de fé de bilhões de cristãos ainda vivos. Ora, com nada disso Maria podia contar. Entretanto, Ela foi a primeira a ter esta fé, antes de Paulo e de qualquer outra pessoa. Ninguém viveu como ela a aventura dramática da “peregrinação da fé” (LG 58). Por isso ela é, não só axiologicamente, mas também historicamente, a “primeira dos crentes”. Mas para que a fé possa “ver” para além das aparências e resistir a todos os “porém”, ela necessita de meditação que a enraíze no coração, a faça amadurecer e a torne penetrante. É o que fez a Virgem. Daí as pertinentes palavras de são Beda, o Venerável: Imitemur et nos, fratres, piam Domini Matrem (= Imitemos, nós também, irmãos, a piedosa Mãe do Senhor). frei Clodovis Boff, OSM |