FÉ SUPERSTICIOSA
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Superstição vem do latim e quer dizer aquilo que sobra, o que não tem importância fundamental, que nada acrescenta à vida ou à fé; pelo menos à nossa.
Um cristão
supersticioso é o sujeito que dá mais
importância ao enfeite do bolo que ao bolo, o
que gosta mais dos aromas do que da comida; o
que gosta do que é acidental e esquece o
essencial. Os cristãos sempre tiveram dificuldade de combater a superstição porque até sacerdotes, sem o perceber a praticaram e ainda praticam! Dar importância excessiva a objetos e dizer que quem os tem ou coloca sobre o rádio vai ser protegido contra doenças ou mau olhado é superstição. Mandar beber aquela água para proteger contra maus fluidos é superstição. Carregar objetos, achando que eles protegem o corpo é atribuir ao objeto um poder que ele não tem. Amuletos são proibidos ao cristão. A linguagem de alguns pregadores mostra que atribuem poder a determinada imagem. Ao dar a entender que uma imagem de madeira é mais poderosa do que outra, ou que, se a pessoa orar olhando para ela consegue graças, terá dificuldade de provar que não está pregando idolatria. Uma coisa é valorizar um objeto sacro histórico e outra dar a entender que só ele ajuda a fé. Que se valorize o uso correto dos objetos de culto e que se saiba os seus limites. Encontremos uma linguagem que seja realmente evangelizadora. A meu ver, anda-se dando importância demais a terços importados e a livros que libertam. O que liberta é a fé e a Palavra de Deus vivida, não o livro onde ela está escrita. A Bíblia é um santo livro, mas é apenas um objeto que ajuda nossa fé. A Palavra contida nele é que é viva. Ou será que não dá para entender a diferença?
Os objetos
podem mudar de tamanho e de forma, mas a palavra
deve permanecer na sua essência o que é. Não é
porque aumentamos ou diminuímos o tamanho de
nossas bíblias que a Palavra de Deus vai
aumentar ou encolher. Pe. Zezinho, scj |