VIDA, DIGNIDADE E ESPERANÇA
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Para a história da Campanha da Fraternidade, o tema e o lema dos diversos anos e mais subsídios, procure na Página da CNBB: Campanha da Fraternidade. Aqui apresentamos uma síntese do Texto base de 2003. VER Introdução
Mitos e preconceitos Todos querem viver muito, mas ninguém quer envelhecer. Mitos que precisam desaparecer. A inteligência diminui com a idade. O idoso já não é capaz de aprender. O idoso perde a capacidade sexual. O idoso deve conviver com idosos. A velhice é doença. O idoso está mais perto da morte. O idoso não tem futuro. O aposentado é sustentado pelo governo. Tarefa da Família, da Escola, da Igreja e dos Meios de Comunicação Social Cultivar princípios e valores humanos e cristãos que dêem sentido à vida e à idade avançada. Valorizar talentos, dons, cultura e capacidades dos idosos. Compreender mais a velhice
O envelhecimento traz também ganhos e não apenas perdas. Atualmente a velhice é a etapa mais longa da vida: deve pois ser aproveitada. É uma etapa da vida com suas exigências próprias, como no tocante aos cuidados preventivos da saúde. Políticas públicas de atenção ao idoso Ainda falta no Brasil uma eficiente política para atender aos idosos, apesar de várias iniciativas já em andamento (no campo da saúde etc.). Faltam mecanismos para eficiente participação política dos idosos. Deve-se criar condições de trabalho para os idosos, bem como aposentadoria justa e condizente com suas necessidades. Devem ser implantados e funcionar, nos estados e municípios, os "Conselhos do Idoso". Questões importantes Sistema Previdenciário que proporcione adequada manutenção do idoso e conveniente assistência à saúde. Moradia adequada nas diversas situações. Cidade acolhedora para os idosos: acessos facilitados, meios de transporte adequados, lazer etc. Atenção aos portadores de necessidades especiais e deficiências. Dioceses, paróquias e comunidades precisam prever assistência na velhice dos que a elas se dedicaram. É preciso preparar (-se) para a velhice e para a morte física, psicológica, cultural e religiosamente. Ex-presidiários idosos precisam de soluções especiais. Necessidade de encontrar ocupação para o tempo livre, formação continuada etc. JULGAR Dignidade da pessoa O ser humano é o ponto mais alto da criação, chamado a partilhar da vida de Deus. É pessoa, não objeto. E como tal deve ser tratado. Como pessoa, é princípio de sua ação, capaz de decidir, livre. Voltado para o outro (Deus e os outros), destinado à comunhão que lhe pode dar a plenitude na transcendência. Perspectiva bíblica sobre a velhice A velhice é dom de Deus. Deve ser vivida em condições dignas (qualidade de vida). Os idosos devem ser amados, respeitados, cuidados. O idoso é testemunha, memória, mediação da obra divina da salvação; conselheiro sábio e experimentado. É tempo privilegiado, "kairós" da experiência humana e da salvação. Não é ponto terminal, mas etapa para a vida nova em Cristo. A velhice e as ameaças de um tempo de mudanças Ainda vivemos marcados pela modernidade: individualismo, subjetivismo tb. moral; tecnologismo; consumismo; secularização; pluralismo e confitividade... Começamos a viver a pos-modernidade: desilusão ante as promessas da modernidade, desencanto. Crise da ética; religiosidade subjetivista. Problemas econômicos e sociais (neo-liberalismo, globalização, reduzida participação política, exclusão). Instrumentalização das pessoas, desigualdades e discriminação, violência, eutanásia. Perigos da velhice Como todas as etapas da vida humana, é uma etapa crítica: crise de identidade, de autonomia e da dependência, de pertença e relacionamento. O idoso, fator de continuidade na mudança Guardião da memória coletiva, laço entre gerações. Uma espiritualidade para o idoso Em primeiro lugar o idoso tem direito à assistência religiosa. O evangelho deve ser-lhe anunciado de forma adequada à sua idade e à sua religiosidade. Espiritualidade otimista e realista. Espiritualidade de tranqüila contemplação. Espiritualidade celebrativa: das experiências vividas e das etapas atingidas. Espiritualidade da compreensão e da aceitação de si mesmo, auto-estima, adequação às limitações reais. Espiritualidade de diálogo com Deus e os outros. Espiritualidade de trabalho produtivo na medida do possível, da colaboração e da contribuição, da criatividade, da responsabilidade, da participação. Espiritualidade do contínuo aprendizado. Espiritualidade do amor: recebido e dado.
Introdução A CF deve levar à ação do Governo, da Sociedade, da Família, da Igreja. A CF quer valorizar as iniciativas já existentes. A ação deve ser preventiva, orientadora e transformadora. Políticas públicas Criar grupos (fóruns e semelhantes) para acompanhar a atuação das autoridades em todos os níveis, também internacional, no tocante a políticas referentes aos idosos. Preparação para o envelhecimento Preparação de todos para envelhecer e ajudar os idosos. Preparar e programar a aposentadoria; orientar aposentados. Criar ambiente seguro nas casas, edifícios públicos, ruas etc. Recursos institucionais e comunitários Todos esses recursos (escolas, igrejas, clubes etc.) devem levar em conta direitos e necessidades dos idosos. O "Plano de Ação Governamental para o desenvolvimento da Política Nacional do Idoso" prevê:
Atenção ao idoso com dependência Cerca de 40% dos idosos com mais de 65 anos precisam de algum tipo de ajuda ; pelo menos 10% precisam de ajuda para vestir-se, banho, alimentação. Por isso urge a preparação e o acompanhamento de pessoas capacitadas para isso, no que a Igreja pode e deve colaborar. Atenção ao idoso na fase final da vida Atender a suas necessidades físicas (cuidados paliativos) e espirituais. Desafios dos maus tratos Abuso físico, psicológico, financeiro, sexual, negligência..., em instituições e mesmo na família. Analisar, corrigir, denunciar. Combater preconceitos e mitos Através do esclarecimento e educação. Influência dos MCS na família, na educação, na Igreja Contatar os meios e os comunicadores, para que assumam as propostas da CF 2003. Fornecer material. Educação e idosos Fazer que as escolar ponham em prática os "Parâmetros Curriculares Nacionais". Que o ensino superior, na preparação de profissionais relacionados com atendimento a idosos, incluam as disciplinas relacionadas à Geriatria e à Gerontologia. Desenvolver programas de ensino voltados para os idosos, criar oportunidades para debates, palestras, atividades culturais etc. Família e idoso: caminhos de ação Cada vez mais freqüente a presença de um ou mais idosos na família. Normalmente o ambiente familiar é o melhor para o idoso. É preciso, porém, que a família se prepare para proporcionar-lhe ambiente adequado e ao mesmo tempo crescer com sua presença. Igrejas cristãs e idosos Seria bom se também a CF 2003 tivesse repercussão ecumênica como a de 2000. Ação pastoral junto aos idosos Mais importante que criar uma Pastoral da Terceira Idade é fazer que todas as pastorais levem em conta os idosos, em conjunto com todas as iniciativas já existentes. A atenção aos idosos é dever de toda a Igreja e de todos na Igreja. Ações locais A comunidade local deve criar possibilidades de atendimento às necessidades dos idosos, mas também abrir campo para que eles possam dar sua colaboração específica para a vida comunitária. Atender também o idoso que não pode freqüentar a comunidade: comunicação, carinho, sacramentos etc. Encaminhar os idosos para iniciativas já em funcionamento, promover, quando necessário, novas propostas: encontros, festas, excursões etc.
Gesto concreto, de âmbito nacional: coleta de solidariedade. Os recursos serão destinados prioritariamente para projetos de: Formação e capacitação de grupos de idosos e de agentes que trabalham com idosos e idosas, no sentido de fortalecimento da sua identidade; Iniciativas de movimentos comunitários e sociais que promovam a autonomia, integração e participação de pessoas idosas na sociedade e convívio entre as gerações; Articulação, mobilização e organização para exigir dos órgãos públicos, o cumprimento das Políticas Públicas e direitos em relação às pessoas idosas; Apoio ao acolhimento, proteção e integração de idosos e idosas. Os 40% arrecadados constituirão o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) e os 60% restantes ficarão nas dioceses, formando o Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS). Dia nacional da coleta da solidariedade: Domingo de Ramos, 13 de abril de 2003 (inclusive o sábado, dia 12) |