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Uma questão fundamental
que se coloca quando falamos de Bíblia é: como devemos lê-la? Isto é, como interpretar
os textos sagrados com seus simbolismos e seus estilos literários? Os Livros
Sagrados foram escritos ao longo de muitos anos, (principalmente o Antigo Testamento),
de modo que ao examinarmos seu conteúdo, devemos ter sempre em mente, as diferentes
situações, épocas e estilos dos autores hagiógrafos, para não cairmos numa leitura
sempre reducionista, ao "pé da letra", como se costuma dizer. Por esse motivo,
a principal regra nos estudos bíblicos, é a de seguir as orientações do Magistério
da Igreja, isto é, a palavra do papa, e de seus auxiliares, os bispos e os teólogos
por eles indicados. Embora a Bíblia diga sempre "toda a verdade sobre
as coisa de Deus e da Salvação", (Concilio Vaticano II, Constituição dogmática
Dei Verbum), ela constantemente o faz, levando-se em conta os símbolos, e os
estilos de época, já mencionados anteriormente. Assim, ao longo do tempo, nunca
faltou orientações precisas sobre o significado de cada texto específico de
todo o conjunto da Bíblia. Os primeiros interpretes autorizados, foram os chamados
"padres da Igreja", do período conhecido como "Patrística", isto é os sete
primeiros séculos da Igreja ou Igreja primitiva. Foi dessa maneira que estudiosos
como são Clemente de Roma, são Justino, são Clemente de Alexandria, são Gregório
de Naziano, santo Agostinho, são Jerônimo e tantos outros, indicaram as principais
linhas de compreensão e interpretação das Sagradas Letras. É sempre importante
por isso, termos em mãos um exemplar bíblico com muitas notas explicativas aprovadas
pelo magistério da Igreja, para termos segurança na compreensão e interpretação
dos textos estudados e meditados. |